tua casa procurei
num país que não achei
tão bela em meus sonhos
imagino a vida indo e vindo
com você nela indo e vindo
comigo indo e subindo
os montes mais altos e descendo feliz
como se existisse uma correnteza num chafariz
a música soa ao fundo
teus olhos me olham e me cercam
entoam o canto
que eu pretendo, ao menos, não esquecer
sua boca se move, abre, fecha, respira
e seus olhos não tiram as mãos dos meus.
continuo ouvindo a música ao fundo
mas o que prende é o que sai de você.
você entra em mim
com esses olhos marcantes que antes,
por trás da armação negra, eram só um sorriso
feliz e engraçado, surreal.
agora me toma, me esmaga, me cega.
me prende, me beija,
deseja.
minha casa você achou
num país que não existe
tão simples em realidade você a tomou
e se liquidou em prazeres
durante a noite e a falta d´água
carblabea
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