Gonne mad.

Entro na internet.
Preciso de alguém, preciso escrever.
Acordo domingo, todos os domingos normais são os piores dias da semana.
Pessoas em casa não saem da sala, e eu quero tocar.
E eu sei que eu só quero tocar por que é domingo, para eu poder reclamar que quero e não posso. Sendo que todos os outros dias eu tenho tempo livre e espeço livre paa tocar e não toco.
Tudo o que eu quero fazer, e é praticamente uma obrigação, eu não faço.
Agora, eu quero pegar o carro e sair daqui, ir pela estrada até onde eu conseguir. Ter dinheiro para me hospedar e ficar um pouco longe de tudo.
A viagem que eu fiz, que foi tão real, acho que já está sendo eaquecida como qualquer outra lembrança. Não sei por que esse nome, se não nos lembramos de nem 10% do que ocorre conosco durante toda a nossa vida. Devia ser esquecimento.
Parece que eu quero ficar triste sozinha, para depois poder me vangloriar que não comportilho minhas tristezas, e para demonstrar para o mundo minha alegria, que juro não ser falsa, mas quem sabe inventada por qualquer bobagem que eu veja?
Eu sempre fui uma confusa com tudo. Sentimentos, teorias e principalemnte, com o principal, claro, a vida.
Mas estava almoçando, comi rápido, depois sentei a piano, li bem por cima umaa música de Yann Tiersen. Voltei, misturei ovomaltine no sorvete de creme e foi aí que percebi, estou enlouquecendo. Não sei nada sobre loucos, não sei quanto eles ainda tem de sanidade para sentir isso... mas foi a única hipótese que achei para descrever o que estou vivendo.
Talvez a vida toda seja uma loucura.
Tenho que fazer tanta coisa, se ao menos fizesse algo. Mas alego falta de tempo, sendo que nem eu mesma sei como eu gasto meu tempo.
Só sei que chega o fim do dia, e eu vou deitar, rezar, implorar para viver mais e conseguir realizar algo.
Sendo que nem faço nada.
Eu preciso escrever! Eu sei que penso isso o tempo todo! Eu preciso, é a minha libertação. ou seja, eu estou presa, mas no que? À quem? Eu não sei.
Existem tantas perguntas sem resposta. E isso importa?
Hoje eu confesso que acordei de mal humor. Não culpo niguém. Nem à mim mesma. Parece que hoje não amo ninguém, talvez nem a mim. Mas para saber a resposta eu teria que pensar em tantas coisas que eu não quero agora.
Eu não sei mesmo por que estou aqui nesse mundo. Eu sei que Deus é inteligente demais, se não fosse eu seria rica, e provavelmente já teria me matado sem querer fazendo alguma bobagem, ou fugido de casa para sempre e odiado minha família. Talvez já teria filhos e uns 15 cachorros. Ja teria fugido com uma menina que eu adoro e comprado uma fazendo no Rio Grande do Sul.
Já teria feito tanto coisa, que talvez não sobrasse muitas para terminar de fazer... ou começar à fazer.
Deus é realmente inteligente.
Mas eu não.

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